Madeinox-Boavista aposta no futuro

José Santos perdeu um líder mas manteve aposta na juventude
José Santos perdeu um líder mas manteve aposta na juventude

O reconhecimento da “crise” e o impacto particular da mesma no “produto” ciclismo ficou patente na apresentação da Madeinox-Boavista numa cerimónia que fez votos de renovação de valores perante a consumada saída de Tiago Machado, anterior chefe-de-fila. Para Marco Cunha e Ricardo Vilela, além do espanhol Alberto Morras ficaram reservadas as maiores apresentações numa opção natural numa equipa que manteve o seu “esqueleto”, a saber, Célio Sousa, Danail Petrov e Joaquim Sampaio, e, ainda, Sérgio Sousa, Luis Pinheiro e João Benta, única contratação nacional em 2009.

Depois de ter alcançado, em 2009, um interessante pecúlio de 11 vitórias individuais – terceira equipa mais vitoriosa após Liberty Seguros e Palmeiras Resort-Prio – tendo-se destacado pelo valor do seu colectivo, a Madeinox-Boavista surge com plantel de nove ciclistas dispostos a enfrentar a “crise” no asfalto.

Na apresentação da equipa, o director-desportivo frisou “a falta de equipas, ciclistas e de um calendário ambicioso” no ciclismo português visando contrariar a tendência com a promessa de “retirar o melhor de um conjunto “jovem” mas com talento”.

“Como seremos em 2010, sem Tiago Machado? Impetuoso, combativos, procurando os êxitos. Sabemos que não estamos tão fortes como na época passada, talvez nos falte um chefe-de-fila assumido mas oportunidades não faltarão para todos os ciclistas”, frisou José Santos. “Será uma equipa de futuro que com quatro jovens de valor poderão despontar já esta temporada”, acrescentou o responsável.

O orçamento da Madeinox-Boavista, tal como de todas as equipas do pelotão 2010, sofreu cortes significativos. Para a nova temporada, o Boavista terá menos 30 a 40 por cento da verba de que dispôs no ano passado, em que o orçamento rondou os 450 000 euros.
Paulo Espanhol, administrador da Madeinox, reconheceu mesmo que “não estava nos planos da empresa patrocinar o Boavista Ciclismo Clube” e só o fez em virtude da redução “significativa” do orçamento – o processo negocial arrastou-se até ao final do ano – e “graças ao professor José Santos e ao inspector Tavares Rijo”.

Direcção
Insp. Tavares Rijo
Prof. José Santos
Luís Machado
Equipa técnica
Director-desportivo: Prof. José Santos
Director-desportivo adjunto: Luís Machado
Médico: Dr. Pinto de Sousa
Mecânicos: Fernando Costa e Joaquim Carvalho
Massagista: Ruben Couto
Estruturas: Nuno Santos

Plantel: Danail Petrov, Célio Sousa, Joaquim Sampaio, Sérgio Sousa, João Benta, Luís Pinheiro, Marco Cunha, Ricardo Vilela e Alberto Morrás

4 comentários a “Madeinox-Boavista aposta no futuro”

  1. A equipa poderá ter um orçamento menor, entende-se, mas a garra que é caracteristica desta equipa está lá decerteza. O Tiago não deve ter ido embora sem deixar uns bons seguidores ;). felicidades Boavista, Obrigados por se manterem na estrada

  2. Duas coisitas. O boavista deveria tornar o ciclismo a modalidade farol do clube. Depois, a venda de Tiago Machado não trouxe dividendos ao clube?

  3. Estou certo que o orçamento emagrece, mas a vontade de vencer vai continuar. O professor vai incutir um espírito de grupo e humildade que vão dar vitórias. O problema do corte no orçamento provavelmente é proporcional ao número de corridas e espectadores … é o efeito pescadinha-de-rabo-na-boca. Boa sorte à Madeinox-Boavista.

  4. Como é referido na noticia, a grande lacuna da equipa é a falta de um chefe de Fila, talvez contratem 1 a meio da época para a Volta. Gostaria de destacar a aposto em 3 jovens portugueses e 1 espanhol, que irão provavelmente destacar-se… E que apostaram maioriariamente em ciclistas portugueses, excepção ao Petrov que sempre correu em Portugal e a Morras, que segundo sei é um corredor bastante promissor….

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