Bolsas da Operação Puerto não servem para castigar

A Audiência Provincial de Madrid não deu aval aos recursos apresentados pela Agência Mundial Anti-dopagem (AMA), pela União Ciclista Internacional (UCI) e pela Federação Espanhola (RFEC) que requeriam o acesso a elementos de prova da Operação Puerto, como as bolsas sanguíneas apreendidas pela Guardia Civil aquando das buscas efectuadas. Ao não reconhecer razão aos recursos interpostos, reiterando a decisão anterior, o dossiê da OP fica encerrado, impedindo eventuais sanções dos respectivos  orgãos disciplinares.

Apesar de reconhecer “legitimidade” ao recurso apresentado por estas instituições, a Audiência Provincial de Madrid estimou que “os orgãos da Administração não podem levar a cabo actuações ou procedimentos de sanção em casos cujos factos possam ser constitutivos de delitos do Código Penal mas carecem de pronúncia da autoridade judicial”. O efeito prático é o encerramento da OP, a mais notada ofensiva judicial da história do desporto contra a dopagem e o caso que levou à criação de legislação própria para combate ao flagelo.