Virú cobrava comissões superiores ao preços dos medicamentos

O médico e presumível líder da rede de dopagem desmantelada na passada terça feira em Espanha não prestou declarações depois da audiência com o juíz que tutela o caso, tendo sido posto em liberdade, juntamente com os 13 elementos ouvidos pelo tribunal.

Depois de o último ciclista Raúl Castaño (Terra i Mar) ter sido detido a principal nota na investigação terá sido a confissão do treinador e preparador físico Vicente Natividad, um dos alegados distribuidores dos produtos dopantes, na trama orquestrada por Virú.

O médico peruano remeteu-se ao silêncio diante do juíz mas, segundo a imprensa espanhola, os índicios recolhidos na sua clínica, no seu domícilio e na farmácia do seu filho serão mais do suficientes para uma acusação substanciada pelo artigo 316 do código penal espanhol que castiga o tráfico de substâncias proibidas relacionadas com doping com dois anos de cadeia.

Paquillo Fernandez, o marchador a quem terá sido encontrado EPO no seu domicílio e o ex-ciclista profissional Javier Oxtoa não foram acusados pelas autoridades mas terão que comparacer na barra do tribunal como testemunhas.

Outra declaração importante e, que explica as rápidas mais valias geradas para os traficantes com a venda de produtos dopantes, terá sido protagonizada pelo filho de Virú que confirmou uma comissão cobrada aos atletas por vezes superior ao preço dos medicamentos.

2 comentários a “Virú cobrava comissões superiores ao preços dos medicamentos”

  1. Caro Ze, caso nao se lembre, nao e permitido usar substancias dopantes, daí os Srs Jornalistas deste site publicarem a noticia… Parece-me obvio a razao pela qual foi publicada..

  2. Se os ciclistas incluidos neste caso ganhassem um prova não seriam noticia neste site!
    Por que é que merecem destake se se tratar de um caso de doping?

Os comentários estão fechados.