Paulo Couto: “Estou disponível e serei capaz de gerar consensos”

Paulo Couto assume hoje, internamente, a direcção da Associação Internacional de Ciclistas Profissionais, CPA, consumada a demissão do francês Cédric Vasseur do cargo que ocupou durante dois anos. Eleito vice-presidente da CPA em Dezembro de 2007, sendo o membro da direcção com mais antiguidade,  Paulo Couto mostra-se disponível para assumir o cargo e representar, de forma institucional, os interesses dos ciclistas profissionais, universo cada vez mais “globalizado”.  Couto assumirá a direcção da CPA, quando o ciclismo permanece em estado de vigília, navegando por águas tumultosas, com várias questões fulcrais em aberto.

“A Associação Internacional de Ciclistas tem passado por alguma turbulência, fruto de alguns conflitos entre as nações historicamente mais fortes e melhor representadas no pelotão internacional. O Francesco Moser passou por isso, tal como, o Cédric Vasseur, que lhe sucedeu.  É natural que tal aconteça. Pessoalmente sinto-me disponível para cumprir um papel que julgo será de mediação. Até novas eleições, estou consciente da importância de gerar consensos entre os corredores”, resumiu ao Jornal Ciclismo.

“Para já, vamos analisar a nova situação e consultar o conselho de corredores e as respectivas associações nacionais. Será necessário estar junto dos actuais corredores e estabelecer pontes em questões como a futura supressão dos rádios, a aplicação do passaporte biológico, o relacionamento com as organizações, o alargamento das equipas na Volta a Franças, etc. Felizmente, certas situações, como a aplicação do salário mínimo parecem estáveis e serão uma boa base para uma nova direcção”, resumiu o responsável.

Com a saída de Vasseur, Couto herda ainda a posição da CPA no seio do Conselho ProTour, o orgão cúpula das decisões do ciclismo profissional e que, curiosamente, é coordenado por outro português, Ricardo Scheidecker, após a saída de Alan Rumpf.

4 comentários a “Paulo Couto: “Estou disponível e serei capaz de gerar consensos””

  1. Estou a ver que o projecto UC Maia/ Bike Team, ainda não começou e vai ser uma casa a arder…

  2. ja, mas convem a mta gent pagar pouco, ent n é o sr. paulo couto q tb é chefe numa equipa?!.

  3. Se os ordenados se cumprissem como esta está estipulado pela UCI….não haviam equipas profissionais em Portugal.Será que ainda não repararam que estamos num ciclismo completamente diferente do que existe no resto da Europa ?

  4. kuando não se conseguem fazer cumprir os direitos dos ciclistas em portugal (como o caso dos salários) não será pedir mto fazer todas essas coisas?!

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