Maynar considera “incompreensível” a sua suspensão mas “lógicas” as sanções aos corredores

O médico espanhol Marcos Maynar, hoje suspenso por dez anos de “toda a actividade médico-desportiva”, entende que essa sanção é “incompreensível” e “desproporcionada”. Apesar disso, o clínico vê como “lógicas” as suspensões de quatro corredores da extinta LA-MSS – Pedro Cardoso, Rogério Batista, Afonso Azevedo e Cláudio Faria -, pois os atletas “tinham em casa substâncias proibidas e isso é totalmente ilegal”. Em declarações à agência Lusa, Marcos Maynar afirma-se perseguido pelo presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Artur Lopes.

“Parece-me ridícula. Eu não tenho licença, nem da federação portuguesa, nem da espanhola, não sei como é possível decretar uma sanção destas tão desproporcionada, tão fora de tudo e incompreensível”, protestou o médico, antes de disparar na direcção do líder federativo: “Parece-me que querem marcar com uma cruz uma pessoa, isto é fora do normal e parece vingança. Eu estou cansado desta federação, para a qual nós somos a única prova de força para o presidente e, agora reeleito, vice-presidente da União Ciclista Internacional (UCI), que quer mostrar pulso firme”.

Apesar de incomodado com a suspensão decretada hoje pelo Conselho de Disciplina da federação, Marcos Maynar não reconhece legitimidade àquele órgão para ter tomado tal decisão. “Para mim, é igual. Não lhes reconheço nenhum direito a sancionar-me. Ainda mais com 10 anos, mas eu matei alguém?”, pergunta o especialista espanhol. Maynar nega ser o médico da antiga equipa de Manuel Zeferino, declarando que apenas “colaborava” em “algumas corridas”.

Manuel Zeferino e Marcos Maynar enfrentam a justiça civil, estando ambos acusados pelo Ministério Público da co-autoria de 16 crimes de administração de doping e corrupção de substâncias alimentares e medicinais.

A justiça desportiva foi mais branda com o técnico, condenando-o apenas a uma multa de 2800 euros. Maynar foi sancionado com dez anos de suspensão e quatro corredores foram suspensos: Rogério Batista e Pedro Cardoso (dois anos), Afonso Azevedo (um ano e oito meses) e Cláudio Faria (um ano e dois meses). O ano de suspensão provisória a que todos estiveram sujeitos é descontado ao castigo hoje decretado.

Todos os restantes elementos da equipa foram ilibados, embora João Cabreira ainda esteja a contas com um recurso da Agência Mundial Antidopagem (AMA) para o Tribunal Arbitral do Desporto. A AMA quer ver o corredor condenado por viciação de amostra antidopagem, um acto que o Conselho de Disciplina da federação entendeu que o poveiro cometeu, mas do qual acabou ilibado pelo Conselho de Justiça.

2 comentários a “Maynar considera “incompreensível” a sua suspensão mas “lógicas” as sanções aos corredores”

  1. bom comentário, 100% de acordo, mas só os ciclistas podem fazer parar o ciclismo GREVE!!! parem, não andem, já não têm muito a perder…deixem esses palhaços irem todos ao charco para depois começar de novo, senão nunca mais se vão levantar…

  2. Pois os corredores é que são sempre os burros….
    Toda a gente enche os bolsos as custas deles, sofrem, privam-se de tudo, são os crucificados na praça e os outros tão todos bem e ainda por cima recebem o dobro ou o triplo que os burros de carga k andam a treinar á chuva e ao frio ou a 40ºC!!!!!
    O ciclismo havia de acabar para a mama acabar começando pelo presidente até ao mais reles mecanico!!!!!

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