“Se houver um positivo, o Governo cessará o patrocínio”

A Euskaltel-Euskadi estará vinculada com uma cláusula leonina no seu acordo económico com o governo basco: ao primeiro caso de doping, o executivo basco retirará de forma sumária o apoio financieiro aquela formação, também responsável pela sua equipa de “cantera”, a Orbea. “Esta cláusula funciona já em muitas outras equipas”, justifica ao diário DEIA, fonte da Direcção dos Desporto do Governo Basco. “É muito simples: em caso de um positivo de um corredor, o governo basco cessará o patrocínio à equipa de ciclismo de forma fulminante”. A negociação do contrato da Euskaltel-Euskadi com o executivo permanece em cima da mesa e cifra-se em valores a rondar o milhão de euros, adianta o mesmo periódico.

Naquele que terá sido o pior ano de sempre da Euskaltel-Euskadi em casos de doping, com os “positivos” de Inigo Landaluze no Dauphiné Liberé e, posteriormente, de Mikel Astarloza na Volta a França a medida surge como “profiláctica” depositando maiores responsabilidades na direcção e demais elementos da equipa. Em Portugal, a única equipa portuguesa que funcionou com uma cláusula semelhante foi a extinta Liberty Seguros que findou a actividade, ao cabo de cinco épocas, após conhecidos resultados positivos em três dos seus corredores.